Região Metropolitana de Londrina

Governança integrada, mobilidade regional, infraestrutura e apoio técnico aos municípios

Propostas de Região Metropolitana de Londrina

A Região Metropolitana de Londrina foi instituída em 1998 e reúne atualmente 25 municípios. Há um abismo de capacidade técnica entre Londrina e os municípios de pequeno e médio porte da região. Sem projetos qualificados, os municípios menores perdem repasses de recursos estaduais e federais.

Escritório Metropolitano de Atendimento Integrado (Detalhamento Técnico e Jurídico)

O Problema e o Contexto

Municípios menores não possuem equipes próprias de engenheiros, arquitetos e advogados urbanistas para elaborar projetos complexos, captar verbas ou gerir a mobilidade e regulação regionalizada.

A Estratégia Jurídica e Normativa de Implementação

O Risco de Inconstitucionalidade por Vício de Iniciativa: O parlamentar não pode criar por projeto de lei ordinária órgãos executivos, cargos ou despesas administrativas diretas para a Administração Direta/Indireta (Artigo 66 da Constituição do Estado).

A Solução Institucional Hígida: A proposta tramitará sob duas frentes:

Proposição de Projeto de Lei Complementar: Fixando as Diretrizes da Governança Metropolitana da RML (alterando a LC nº 81/1998 e LC nº 111/2005).

Indicação Legislativa acompanhada de Anteprojeto Técnico Completo: Enviada ao Governador e à Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP), formalizando a criação da unidade técnica "Escritório Metropolitano" no âmbito da estrutura já existente da AMEP.

Apoio Orçamentário: Inclusão de rubrica orçamentária no PPA, LDO e LOA direcionando recursos de operação para a AMEP descentralizar seu atendimento no Norte.

Como o Mandato Vai Fazer (As 4 Frentes do Escritório Metropolitano)

Frente Urbanística e Obras: Elaboração de projetos de engenharia, arquitetura e drenagem para prefeituras de pequeno porte.

Frente da Saúde: Apoio na articulação dos fluxos de transporte sanitário e regulação integrada.

Frente da Educação e Transporte: Suporte na roteirização de linhas de transporte escolar intermunicipal.

Frente da Segurança: Consultoria na integração de sistemas de câmeras e estatística criminal.

Meta/Indicador

Anteprojeto entregue no Executivo no 1º semestre do mandato e inauguração do polo regional do Escritório Metropolitano até o 2º ano.

Banco Metropolitano de Projetos de Infraestrutura

O Problema e o Contexto

Quando o Governo Federal ou Estadual abre editais de investimento, municípios perdem repasses porque não têm projetos executivos prontos (que custam caro e demoram meses para serem elaborados).

Como o Mandato Vai Fazer (Passo a Passo Técnico)

Estruturação do Banco de Projetos: O Escritório Metropolitano manterá uma biblioteca de projetos padrão ("projetos prateleira") adaptáveis para pontes, creches, postos de saúde, praças e pavimentação.

Meta/Indicador

R$ 50 milhões em recursos estaduais/federais captados para os municípios menores da RML via projetos do Banco.

Fundo de Desenvolvimento Metropolitano (FDM-RML)

O Problema e o Contexto

Ausência de instrumento financeiro exclusivo para custear obras de impacto intermunicipal (como pontes entre municípios, aterros sanitários e avenidas contorno).

Como o Mandato Vai Fazer (Passo a Passo Técnico)

Regulamentação do Fundo: Propor a regulamentação do Fundo Metropolitano previsto na LC nº 81/1998, prevendo aportes do Orçamento Geral do Estado, operações de crédito e contrapartidas municipais proporcionais à arrecadação.

Meta/Indicador

Fundo ativado com recursos garantidos na LOA para obras prioritárias integradas.

Agenda Metropolitana Integrada e Fórum de Prefeitos

O Problema e o Contexto

A falta de alinhamento político faz com que cada cidade tome decisões isoladas sobre transporte, lixo e zoneamento, prejudicando o desenvolvimento regional.

Como o Mandato Vai Fazer (Passo a Passo Técnico)

Fórum Parlamentar Metropolitano: Promover encontros semestrais com Prefeitos, Presidentes de Câmaras de Vereadores e Sociedade Civil organizada para pactuar as prioridades da região.

Meta/Indicador

Publicação anual do Documento de Prioridades Metropolitanas.

Infraestrutura, Mobilidade e Conectividade Regional (Obras Estruturantes)

O Problema e o Contexto (Divisão Transparente de Competências)

O tráfego do corredor Londrina–Ibiporã e acessos à BR-369 atinge níveis de saturação grave. A BR-369 é de competência do Governo Federal (DNIT), enquanto as vias estaduais e conexões locais cabem ao DER-PR e Municípios. A atuação parlamentar deve articular os entes sem misturar papéis.

Como o Mandato Vai Fazer (Obras Prioritárias no Radar)

Viaduto da Av. Angelina Vezozzo: Fiscalização e articulação de emendas e convênios para viabilizar o viaduto de ligação entre as regiões Leste e Norte de Londrina.

Contorno Norte (Cambé–Ibiporã): Acompanhar rigorousamente a licitação e execução da obra que liga a BR-369 em Cambé à PR-862 em Ibiporã.

Estudo Técnico do Contorno Leste: Retomar institucionalmente o debate histórico (reivindicação desde a década de 1980) junto ao DER-PR para elaboração do projeto do Contorno Leste.

Meta/Indicador

Acompanhamento com relatórios trimestrais públicos sobre a evolução física e orçamentária de cada obra.

Regularização Fundiária Urbana (REURB) nas Ocupações Consolidadas

Proposta

Muitas famílias vivem há décadas em loteamentos informais, comunidades consolidadas e áreas ribeirinhas às margens do Rio Tibagi e das represas, reservatórios e cursos d’água a ele interligados, sem escritura, infraestrutura adequada de saneamento e segurança jurídica sobre suas moradias.

Embora o ordenamento territorial e o uso do solo sejam atribuições municipais, conforme o art. 30, VIII, da Constituição Federal, o Estado pode exercer papel fundamental de apoio aos municípios na busca de soluções juridicamente viáveis para essas comunidades.

A proposta é fortalecer a cooperação entre Estado, municípios, órgãos ambientais e comunidades, oferecendo suporte técnico para levantamentos topográficos, cadastrais, fundiários e ambientais, identificação de áreas de risco e análise das possibilidades de regularização fundiária, sempre respeitando a legislação ambiental e as particularidades das ocupações consolidadas.

O objetivo é construir soluções que conciliem moradia digna, segurança jurídica, saneamento, preservação ambiental e proteção do Rio Tibagi, garantindo atenção especial às famílias ribeirinhas que há gerações vivem nessas localidades.